Master na área de lexicografia na Alemanha

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Estão abertas até 31 de janeiro de 2017 as inscrições ao Master em Lexicografia (EMLex) no âmbito do programa Erasmus Mundus, que oferece bolsas de estudos com duração de dois anos. Entre os pré-requisitos estão domínio avançado de inglês e alemão. Podem se candidatar estudantes das áreas de Tradução, Comunicação/Mídia, Biblioteconomia/Ciência da Informação, Línguas estrangeiras, Linguística e áreas afins. 

A bolsa é de 4.500 euros por semestre

Todas as informações sobre o programa estão disponíveis em: https://www.emlex.phil.fau.de/erasmus-mundus/informationen-fuer-studierende/

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As fraudes da tradução são tema de livro

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Quem tem o hábito de ler costuma notar quando uma tradução não é bem feita. Algo soa estranho, sem sentido. Mas há aquelas que parecem irretocáveis. Só parecem. Traduzir é algo complexo e que pode transformar gato em lebre. O estrago pode ser grande, como no caso da Bíblia, o livro mais lido e interpretado de todos os tempos. “Pretendo analisar o ato da tradução como uma difícil negociação entre uma transparência ideal e a tentação de enganar o leitor que não tem acesso ao texto original”, diz Cyril Aslanov, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Aslanov veio ao Brasil para lançar, no fim de outubro de 2015, para lançar na Casa Guilherme de Almeida – museu da Secretaria de Estado da Cultura gerenciado pela organização social POIESIS –, o livro Tradução como manipulação, coeditado pela Editora Perspectiva e a Casa Guilherme de Almeida. A Casa Guilherme de Almeida pertence à Secretaria de Estado da Cultura e é gerenciada pela organização social POIESIS.

Em uma obra de leitura fácil e instigante, o autor procura demonstrar que – apesar da constatação de Steiner – a manipulação operada na maior parte das traduções pode reduzir as inadequações ocorridas no processo de versão para outro idioma. 

O lançamento do livro foi precedido por uma palestra, na qual o autor – com vários livros sobre tradução e línguas em contato e veio ao Brasil especialmente para o evento – onde explicou porque a tradução como manipulação pode ser considerada um “mal necessário” ou uma feliz culpa. 

Cyril Aslanov nasceu em Paris em 1964. Estudou na École Normale Supérieure da Rue d’Ulm, em Paris; na Université de Paris IV-Sorbonne, onde defendeu o seu doutorado em 1992, e na Université de Paris VII, onde obteve sua habilitação em 2001. Ensina Linguística das Línguas Românicas na Universidade Hebraica de Jerusalém e é membro da Academia da Língua Hebraica. 


Aslanov publicou vários livros sobre tradução e línguas em contato: Pour comprendre la Bible: la leçon d’André Chouraqui (Mônaco, 1999); Le provençal des Juifs et l’hébreu en Provence: le dictionnaire Šaršot ha-Kesef de Joseph Caspi (Louvain-Paris, 2001); Evidence of Francophony in Medieval Levant: Decipherment and Interpretation (MS. BnF. Copte 43) (Jerusalém, 2006); Le français au Levant, jadis et naguère: à la recherche d’une langue perdue (Paris, 2006); Parlons grec moderne (Paris, 2008); Sociolingüística histórica de las lenguas judías (Buenos Aires, 2008).

Veja também: https://medium.com/@Perspectiva/tradução-como-manipulação-472065d4c479#.6puljhscf


Fonte: Release de Assessoria de Imprensa – Casa Guilherme de Almeida – POIESIS


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CURSO ONLINE DE INTÉRPRETE DE CONFERÊNCIA PARA O MERCADO DE TRABALHO

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Domínio do inglês é essencial para participar do curso de intérprete de  onferência online oferecido pelo Brasillis Idiomas. 

O curso tem duração de 15 meses e começa no dia 21 de março, terça-feira,  das 19h às 21h 

O curso prepara os candidatos para atuarem no mercado de  interpretação simultânea. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas.

Para realizar a matrícula é preciso ter domínio de inglês e português, boa comunicação oral, ensino médio completo e ser aprovado no teste de seleção. A avaliação é gratuita e consiste em um teste de interpretação, tradução e versão inglês-português, entrevista em inglês-português e avaliação de cabine. 

O Brasillis, com 25 anos no mercado de idiomas, já formou até o momento mais de 5 mil  profissionais nas áreas de interpetação, tradução e legendagem .
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O curso tem duração de 15 meses, com 210 horas de aulas tem um investimento de R$ 320,00 para matrícula e 20 parcelas de R$ 488,00. O material didático não está incluído.

O curso online para formação intérpretes de conferência é  reconhecido pela ATA (Associação Americana dos Tradutores), ABRATES (Associação Brasileira dos Tradutores) e SINTRA (Sindicato dos Tradutores).


Mais informações pelos telefones 2512-3697 / 98304-1624. A sede do Brasillis Idiomas fica na Av. Graça Aranha, 145/ 2 andar – Centro. E-mail: www.brasillis.com.br.

Publicado em 06 de janeiro de 2017.

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PÓS-GRADUAÇÃO EM AUDIODESCRIÇÃO E LEGENDAGEM: GRATUITA e à DISTÂNCIA

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A Universidade Estadual do Ceará (UECE) e a Universidade Aberta do Brasil (UAB) oferecem cursos de especialização em Tradução Audiovisual Acessível – Audiodescrição e Tradução Audiovisual Acessível – Legendas, na modalidade a distância. Os cursos serão gratuitos, financiados pela CAPES/MEC.
  • Os cursos destinam-se aos portadores de diploma em qualquer área do conhecimento nas modalidades de licenciatura plena, de bacharelado ou de graduação tecnológica.
  • De acordo com a legislação vigente, dez por cento (10%) das vagas de cada curso e turma serão destinadas para as pessoas com deficiências, devidamente comprovadas no ato de matricula. No caso dessas vagas não serem preenchidas, serão destinadas ao público sem deficiência.
  • Os cursos de especialização constantes desta Chamada Pública serão integralmente gratuitos, financiados pela CAPES/MEC por meio da Universidade Aberta do Brasil com contrapartida da UECE.
  • Os cursos serão oferecidos na modalidade a distância.
  • As disciplinas dos cursos de especialização terão os encontros presenciais definidos pela coordenação de cada curso, e cumprirão o que estabelece a legislação nacional para cursos de pós-graduação lato sensu e educação a distância, bem como a legislação da UECE, estabelecida por meio da Resolução n° 743/2010 – CONSU de 13 de setembro de 2010. De acordo com esses regulamentos, a participação nas aulas presenciais também poderá se dar por meio de videoconferência, evitando assim que os alunos tenham de se deslocar até uma das unidades polo.
  • Os cursos terão duração de 15 (quinze) meses.
  • Para o curso de Tradução Audiovisual Acessível – Audiodescrição serão oferecidas 60 (sessenta) vagas e será coordenado pela profa Maria da Salete Nunes.
  • Para o curso de Tradução Audiovisual Acessível – Legendagem serão oferecidas 60 (sessenta) vagas e será coordenado pela profa Elida Gama Chaves.
Para período de inscrição, processo de seleção e demais informações sobre os cursos, acesse o edital da chamada pública.
Fonte: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br
Publicado em 04 de janeiro de 2017.

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E-book: 21 ferramentas gratuitas para tradutores

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O e-book 21 Free Tools for Translators (disponível em inglês e italiano) apresenta 21 programas e serviços na internet que tradutores podem usar para gerenciar seu fluxo de trabalho com maior facilidade.

O e-book foca em ferramentas que irá ajudá-lo(a) a:

+ manter o controle de contatos, notas e informações sobre clientes importantes;
+ organizar o seu dia e aumentar a sua produtividade;
+ acelerar a pesquisa terminológica e simplificar suas memórias de tradução;
+ combater atividades tediosas com rapidez e eficácia;
+ manter em dia o trabalho administrativo e automatizar tarefas repetitivas.

O e-book, totalmente gratuito, está disponível em uma versão amigável para leitura de PDF em aparelhos celulares e otimizado para smartphones e tablets. Em outras palavras, você pode aprender sobre as ferramentas a qualquer hora e em qualquer lugar.

Para baixá-lo, siga as instruções aqui

Publicado em 15 de dezembro de 2016.


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Cinelística: 14 frases, palavras e neologismos populurizados por filmes

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Cada vez mais, a cultura popular tem ajudado a contribuir para o moldar o desenvolvimento da linguagem do dia a dia ao longo dos anos.

O cinema foi uma das principais formas de disseminação, o que garantiu que novas palavras e frases fossem adotadas em situações comuns por uma audiência mainstream.

Aqui está uma lista de algumas das palavras ou frases clássicas de todos os tempos, em nenhuma ordem particular, que aposto que você já ouviu ou usou em algum momento. E posso imaginar que alguns destas deram muita dor de cabeça para tradutores e legendadores ao longo do caminho!

1. "Hakuna Matata", em O Rei Leão.

2. "Ohana quer dizer família. Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer", de Lilo e Stitch. 

3. "Why so serious" (Por que tão sério?), em Batman, o Cavaleiro das Trevas

4. “I`m the King of the world” – “Eu sou o rei do mundo”, em Titanic

5. “Hasta la vista, Baby”, em Exterminador do Futuro 2

6. “Luke, I am your father” – “Luke, eu sou seu pai” – De Darth Vader para Luke Skywalker no filme “Star Wars – O império contra-ataca”

7. “I see dead people” – “Eu vejo pessoas mortas”, em O Sexto sentido

8. “ET phone home” – ET telefone Casa”, em ET, O Extraterrestre

9. “E fique com o troco seu animal”, em Esqueceram de mim

10. “Houston, we have a problem – “Houston, nós temos um problema”, em Apollo

11. “May the force be with you” – “Que a força esteja com você”, em Star Wars

12. “Run Forest, Run”- “Corra Forest, Corra”, em Forest Gump

13. “My precious…..” – “Meu precioso”, em O Senhor dos Anéis – As Duas Torres

14. “Elementary, my dear Watson” – “Elementar , meu caro Watson”, em Scherlock Holmes

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História de frases populares

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Você sabe qual a origem de frases famosas empregadas no dia a dia? Reproduzo algumas que retirei de uma compilação da Estácio de Sá, mas você pode ver a coletânea completa aqui!



A OCASIÃO FAZ O LADRÃO 

Frase com certa sutileza malvada embutida. Dá conta 

implicitamente de que, havendo ocasião, surge inevitavelmente o ladrão. Diversos códigos penais basearam-se em tão triste concepção do gênero humano para vazar seus artigos. Segundo tal hipótese, o que garante não haver ladrões é um eficiente sistema de punição. Mas Machado de Assis (1839- 1908), ainda que tão cínico e mordaz, corrigiu a máxima com muita propriedade para: “Não é a ocasião que faz o ladrão, o provérbio está errado. A forma exata deve ser esta: a ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito”. Pensando bem, é quase pior.


COMO VAI VOCÊ?

Olá, oi, bom-dia, boa tarde, boa-noite são as formas mais comuns de cumprimento, às quais foi acrescentada com o correr do tempo a expressão como vai você. Ao pronunciarmos esta frase, demonstramos interesse por quem cumprimentamos. Quanto ao aperto de mãos nessas oportunidades, o costume remonta a tempos imemoriais. Quem saudava queria mostrar que estava desarmado, pois tinha livres as mãos, e por isso o gesto era de paz. Antônio Marcos e Roberto Carlos consagraram a expressão em música famosa, gravada também por vários outros cantores: "como vai você / que já modificou a minha vida/ razão de minha paz já esquecida/ não sei se gosto mais de mim ou de você".


À BEÇA

Significando em grande quantidade, a origem desta expressão é atribuída à profusão de argumentos utilizados pelo jurista alagoano Gumercindo Bessa ao enfrentar Rui Barbosa (1849-1923) em famosa disputa pela independência do então território do Acre, que seria incorporado ao Estado do Amazonas. Quem primeiro utilizou a expressão foi Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919), presidente do Brasil de 1902 a 1906, depois reeleito, mas sem poder assumir por motivos de saúde, admirado da eloqüência de um cidadão ao expor suas idéias: “O senhor tem argumentos à Bessa”. Com o tempo, o sobrenome famoso perdeu a inicial maiúscula e os dois ‘esses’ foram substituídos pela letra ‘cê’.


A BOM ENTENDEDOR, MEIA PALAVRA BASTA

Dando conta de que não são necessárias muitas palavras para um bom entendimento entre as pessoas, esta frase está coberta de sutilezas, pois sugere que os interlocutores compreendem o sentido exato do que se disse por meio das mais leves alusões. Às vezes, é pronunciada também como advertência ou ameaça disfarçada de boas intenções. Os franceses são ainda mais sintéticos: para bom entendedor, meia palavra. Frase proverbial, este dito recomenda a concisão no falar, nem sempre aceita pelos latinos, cuja exuberância vai além da fala, estendendo-se também aos gestos. Entretanto, seus dois registros mais famosos foram feitos por autores espanhóis: Fernando Rojas (1465-1541), na célebre comédia A celestina, e Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616), em Dom Quixote, mas com a variante “A buen entendedor, breve hablador”. Exemplos de que não parecemos bons entendedores são nossas leis, inclusive nossa Constituição. No Brasil há leis definindo, para efeitos de comercialização, o que é ovo e que tipo de multa deve levar um carroceiro na cidade de São Paulo!


A BURRICE É CONTAGIOSA; O TALENTO, NÃO

Esta é uma das muitas frases célebres da autoria do crítico literário Agripino Grieco (1888-1973), famoso por tiradas cheias de verve e maledicência, proferidas contra pomposos escritores nacionais, até então convictos de que dado o ofício que praticavam, muitas vezes confundindo com sua posição social ou política, não poderiam ter suas obras criticadas, a não ser em comentários favoráveis. O corajoso paraibano, entretanto, culto e irônico, não poupava ninguém e legou à posteridade uma obra de crítica literária desassombrada, imune às tradicionais igrejinhas e confrarias tão presentes na cultura brasileira. Entre sus livros estão Vivos e mortos, Recordações de um mundo perdido e Gralhas e pavões. 


A CASA DA MÃE JOANA 

A expressão ‘casa da mãe Joana’ alude a lugar em que se pode fazer de tudo, onde ninguém manda, uma espécie de grau zero do poder. A mulher que deu nome a tal casa viveu no século XIV. Chamava-se, obviamente, Joana e era condessa de Provença e rainha de Nápoles. Teve vida cheia de muitas confusões. Em 1347, aos 21 anos, regulamentou os bordéis da cidade de Avignon, onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: “o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar”. ‘Casa da mãe Joana’ virou sinônimo de prostíbulo, de lugar onde impera a bagunça, mas a alcunha é injusta. Escritores como Jean Paul Sartre (1905-1980), em A prostituta respeitosa, e Josué Guimarães (1921-1986), em Dona Anja, mostraram como poder, o respeito e outros quesitos de domínio conexo são nítidos nos bordéis.


A DAR COM PAU 

Esta frase, indicando abundância, nasceu no Nordeste. Vindas da África, milhares de aves de arribação, extenuadas pela travessia do Atlântico, pousam nas lavouras em busca de alimento. Chegam cansadas e famintas, quase desabando sobre o solo. Os sertanejos, porém, não têm nada com isso e aqueles bandos representam séria ameaça às plantações. Ou eles matam as aves ou depois não terão o que comer. Desaparelhados para o combate, antigamente os agricultores matavam os pobres pássaros a pau, e não aparecia nenhum ecologista para defendê-los. O escritor Joaquim José da França Júnior (1838-1890), patrono da cadeira 12 da Academia Brasileira de Letras, registrou a frase famosa na comédia Direito por linhas tortas: “A mulher tomou sulfatos a dar com pau”. 


A PRESSA É INIMIGA DA PERFEIÇÃO

Esta frase antológica ao acervo de ditos célebres pela pena do famoso jurisconsulto brasileiro Rui Barbosa de Oliveira (1849-1923) ao comentar a rapidez com que se redigia o Código Civil Brasileiro, que trouxe em sua versão final preciosas anotações do mestre. Os detalhes sempre foram importantes, nas redações das leis como nas obras artísticas. Ao longo dos carnavais, várias foram às escolas de samba que perderam pontos importantes pelo desleixo com pormenores. O águia de Haia, como era chamado por sua atuação em famosa conferência que pronunciou na Holanda, acrescentou que a pressa é também “mãe do tumulto e do erro”.


A PREÇO DE BANANA 



A expressão remonta a um tempo em que a banana dispensava maiores cuidados e integrava aquelas frutas já existentes no Brasil antes do descobrimento, não sendo nem necessário plantá-la para que desse frutos. Acusados de indolentes e incapazes para o trabalho, os índios ficaram plantando bananeiras, em vez de cultivá-las, que é como se denomina a brincadeira que consiste em firmar as mãos no chão e elevar o corpo, de modo a que os pés semelhem a bananeira. Tal metáfora inspirou-se no formato do pé dessa erva de grande porte, cujo nome latino é musa paradisiaca (musa do paraíso), mas que entre sua parentalha conta com a banana-anã, a banana-caturra, a banana-d'água, a banana- nanica e outras. A banana petiça, que tem esse nome por ser baixinha, é a mais cultivada em todo o mundo, por ser tão profícua quanto as de maior porte, porém mais resistente aos climas frios. A banana esteve presente na condenação do primeiro herege brasileiro, Pedro de Rates Henequim, que entretanto veio para cá importado. Ele nasceu em Lisboa em 1680. Era filho ilegítimo de um cônsul holandês com uma moça portuguesa muito pobre. Viveu vários anos no Brasil e voltou para Portugal em 1722, tendo sido executado em auto-de-fé, em sua cidade natal, em 1744. Mas o que fez Pedro de Rates Henequim para ser queimado vivo em praça pública? Escreveu suas pouco famosas 101 teses, nas quais defendia idéias no mínimo curiosas e algumas delas muito divertidas. Henequim levou a sério as idéias daqueles que consideravam ser a América e especialmente o Brasil o mais aprazível dos lugares. Segundo a propaganda dos primeiros séculos, aqui não corria leite e mel porque os portugueses não tinham ainda trazido a vaca, mas o mel era conhecido dos índios, que o extraíam de favos na floresta. Para Henequim, Deus tinha criado o paraíso terrestre, o famoso Éden, no Brasil. Quando os primeiros navegadores chegaram, ainda puderam ver os últimos rastros de Adão na praia, quando de sua expulsão pelas hostes do arcanjo Miguel e sua espada de fogo. Convicto dessa certeza, passou a elaborar suas teses e desdobrá-las em complexas afirmações. O fruto proibido tinha sido a banana. Deus criara o mundo em língua portuguesa, o idioma oficial do céu. Assim, não dissera '”fiat lux”', que depois seria simples marca de fósforo, mas o elegante “'faça-se a luz'”. Bem antes de Freud, intuiu que o pecado original, sempre ligado à nudez e ao sexo, tinha outros símbolos fálicos além da serpente. Nem figos nem maçãs, como quiseram os renascentistas. Havia uma banana na História da Salvação. Para cometer o primeiro pecado, Eva não descascou o abacaxi, mas a banana.

CAIR NA GANDAIA

Cair na gandaia é variação de andar à e na gandaia e se aplica a quem leva vida de vadiagem, sem responsabilidades, viajando para muito longe, por muito tempo, sem dar explicações a ninguém. Pode ter havido influência da grafia equivocada de Catai, na Cochinchina, esta última com o significado de lugar muito distante. Catai passou a Gadai e daí a Gandaia. Viver na gandaia equivale a não trabalhar, entregar- se ao ócio. Gandaiar é também o ofício do trapeiro, segundo nos informa Raimundo Magalhães Júnior, que bisbilhota os lixos à procura de algo que lhe seja útil. Gandaia pode ter vindo do espanhol gandaya, derivação de gandir, comer. Os árabes, que ficaram sete séculos na Península Ibérica, têm o vocábulo gandur, peralta, travesso. Se o vocábulo é de origem controversa, a frase que o aproveita, entretanto, não deixa dúvidas sobre sua aplicação contemporânea: vive na gandaia quem não tem o que fazer. Às vezes, compulsoriamente, como ocorre aos desempregados, cujo número aumenta de forma preocupante nas ditas economias modernas. 


CHEGAR DE MÃOS ABANANDO 


Os primeiros imigrantes deviam trazer as ferramentas indispensáveis ao cultivo da terra, entre as quais eram importantes a foice e o machado, para a derrubada das matas. Dos colonos europeus esperava-se que trouxessem também galinhas, porcos e vacas, bases de uma economia auto- sustentável. Quem chegasse, pois, de mãos abanando, não vinha disposto a trabalhar. Manter, pois, as mãos ocupadas eram sinal de disposição para o trabalho e ajuda mútua. O imigrante, que no dizer de Ambrose Bierce (1842-1914), é um indivíduo mal-informado, que pensa que um país é melhor que outro, não poderia chegar de mãos abanando.

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Curso: FERRAMENTA PARA TRADUTOR

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O Brasillis Idiomas abriu inscrição para o curso TRADOS ONLINE. O Trados é um software criado especificamente para tradutores. O curso, que terá início no dia 10 de março de 2017, tem como requisito ser tradutor ou estudante de tradução. Os alunos que se inscreverem até o dia 15 de dezembro, terão desconto.

O Trados é uma das ferramentas essenciais para o tradutor contemporâneo que precisa trabalhar com rapidez e qualidade. O investimento do curso é de R$ 695,00 e para quem se inscrever até o dia 15 de dezembro, o valor será de R$ 595,00. As aulas, com duração de um mês, acontece das 19h às 21h, nos dias 10, 17, 24 e 31 de março de 2017. Cada aluno deverá ter o programa instalado em seu computador, versão Starter Edition do Studio 2014, o qual custa 99 euros na página http://www.translationzone.com/en/translator-products/sdl-trados-studio-starter.

Mais informações pelos telefones 2512-3697 / 2529-8104. A sede do Brasillis Idiomas fica na Av. Graça Aranha, 145/– sala 203- Centro. 

E-mail: www.brasillis.com.br


Publicado em 15 de dezembro de 2016.

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